Ao terminar o Intercom, voltei a São Paulo, onde passei a adminsitrar a obra iniciada em meu apartamento. Ou seja, a obra intelectual será paralela a obra física, que espero finalizar no 2o semestre deste ano. No retorno a Belém, participei de uma banca de especialização, sobre Propaganda Experimental como uma alternativa de educação na esfera pública, do Glaucio Nascimento, orientada pela profa. dra. Rosely Risuenho. Uma excelente idéia a ser aperfeiçoada no mestrado. E depois já peguei outro avião para Natal, onde participei durante a semana de 18 a 22 de banca de concurso para professor da UFRN.
Mesmo na velocidade dos trajetos e dos acontecimentos, deu pra perceber o quanto o sudeste está distante do Norte e Nordeste. E não se trata de uma distância econômica ou social, se trata sobretudo de uma distância cultural. No Norte e Nordeste, a racionalidade capitalista de produção sempre esbarra nos imaginários, superstições e transcendências por vezes imperativos dos saberes locais. Quando há a pior combinação dos dois, gera-se elites e classes médias consumistas, preconceituosas e individualistas pouco ou nada interessadas em projetos coletivos de convivência civilizada.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Intercom Sudeste 2009. Marketing Institucional ou Comunicação Organizacional?
Foi uma correria, mas deu para sair do II Forum e já pegar uma ponte para chegar ao Rio, e a Intercom Sudeste que acontece na ECO - Escola de Comunicação da UFRJ na Urca. Participei da DT (divisão temática) em Comunicação Organizacional. Vários ótimos trabalhos foram apresentados mas um em especial me achamou atenção.
É possivel fazer marketing e ser do bem? A partir dessa ótima questão, a Flavia Clemente do jornalismo da UFF apresentou sua reflexão. A forma de uma organização se relacionar com seus públicos e divulgar sua postura pública podem ter diferentes nomes, mas pelo que as empresas vêm fazendo de fato, podemos dizer que está mais para Marketing Institucional (MI) do que para Comunicação Organizacional (CO) pois o que acaracteriza o MI é o foco das ações empresariais no negócio. Exemplos flagrantes são as OSCIPs que têm o mesmo nome da marca, como Instituto Souza Cruz, Itaú, Centro Cultural Banco do Brasil, Fundação Bradesco etc.). Já o termo Comunicação Organizacional hoje está mais voltado para as atividades das organizações do 3o. setor, ou até para empresas que prestam serviços públicos (como telefonias)... O fato é que, se ainda não temos terminologias consolidadas numa área tampouco como a Comunicação, temos que sempre justificar nossas escolhas.
É possivel fazer marketing e ser do bem? A partir dessa ótima questão, a Flavia Clemente do jornalismo da UFF apresentou sua reflexão. A forma de uma organização se relacionar com seus públicos e divulgar sua postura pública podem ter diferentes nomes, mas pelo que as empresas vêm fazendo de fato, podemos dizer que está mais para Marketing Institucional (MI) do que para Comunicação Organizacional (CO) pois o que acaracteriza o MI é o foco das ações empresariais no negócio. Exemplos flagrantes são as OSCIPs que têm o mesmo nome da marca, como Instituto Souza Cruz, Itaú, Centro Cultural Banco do Brasil, Fundação Bradesco etc.). Já o termo Comunicação Organizacional hoje está mais voltado para as atividades das organizações do 3o. setor, ou até para empresas que prestam serviços públicos (como telefonias)... O fato é que, se ainda não temos terminologias consolidadas numa área tampouco como a Comunicação, temos que sempre justificar nossas escolhas.
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sábado, 9 de maio de 2009
Insight no II Forum
De repente, percebo que há uma diferença marcante nos usos dos termos Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade. O primeiro parece ter mais legitimidade na medida em que habita os documentos e as mentes do poder público e do conhecimento universitário, que lhe atribui um sentido mais "amplo" do que a sustentabilidade, largamente empregado no meio empresarial. De novo, a dicotomia capital-social reverberando na linguagem, em estratégias discursivas que minam a possibilidade de um diálogo transparente. Acredito que essa diferença de sentido é caudátária de um pensamento que atrela o pensamento político e social moderno aos ideais da revolução francesa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade, e o contrapoe a ideologia individualista do capital, reforçada no apelo consumista publicizado pelo mercado.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
II Forum, encontro com ex-diretora da Comunicação da Vale
As falas e debates da tarde do 2o dia não foram tão interessantes quanto as da manhã. E não porque os palestrantes tivessem peso menor, ao contrário, foram estrelas do mundo ambiental como Mohan Munasinghe, do IPCC da ONU, a ex-ministra e atual senadora Marina Silva e o vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, André Baniwa, além do jornalista Washington Novaes e da atual diretora da Diagonal e ex-diretora de comunicação da Vale, Olinta Cardoso, que compuseram uma mesa renomada e autorizada.
Confesso que meu interesse particular convergia para a fala da Olinta, por conta de minha pesquisa sobre a Vale, mas os dois primeiros palestrantes, Mohan Munasinghe e Marina da Silva, extrapolaram seus tempos, tendo sobrado menos de 10 minutos para a Olinta falar. Embora respeite as posições, importância e legitimidade do IPCC e das lutas ambientais, a tendência preservacionista per se pode e deve ser mais debatido. Por exemplo, quando a ex-ministra criticou a postura de algumas empresas que confundem preservação ambiental com propaganda, como "pintar algo de verde ou plantar árvore não muda nada porque é preciso mudar antes a narrativa. Porque narrativa não é propaganda. Propaganda é mentira, e narrativa é ressignificar os objetivos da empresa". Essa satanização da propaganda, muito presente no senso comum e também nesses discursos ambientalistas, sempre dificulta o diálogo porque comunicação também é propaganda. Enfim, no final, Marina da Silva foi de longe a mais aplaudida pois seu discurso foi também muito combativo. Depois o Washington Novaes fez uma densa palestra, repleta de dados importantes, até pela sua enorme bagagem em relação a questão. Mas falar próximo do fim do evento e depois de duas falas tão extensas, prejudicou um pouco o acompanha
mento do seu raciocinio.
Por fim a Olinta, como alguém que vem da Comunicação, falou em até menos de 10 minutos e foi capaz de resumir coisas muito importantes como: pensar a comunicação empresarial é repensar a consciência social econômica e ambiental da empresa. Que há vários vetores para a sustentabilidade, mas que é a perspectiva relacional a principal. E que a comunicar é lidar com a criação de significados e, nas empresas, é preciso rever quase tudo relacionado a comunicação. A ciência da comunicação sozinha não dá conta de entender esses processos, precisa buscar outros componentes das ciências sociais. E o principal, que é preciso conhecer a fundo a história, a cultura e os conflitos dos públicos que se relacionam com as empresas. Pena que ela não pode aprofundar, mas apenas citar alguns pontos. Ao final, consegui o seu contato e vou entrevistá-la.
Enfim, um último comentário sobre os mediadores. Dos que vi em ação, Mona Dorf, Merval Pereira, Ricardo Kotscho e André Trigueiro, apenas o Ricardo Kotscho foi capaz de realmente mediar, ser espirituoso e astuto em seus comentários, relaxando o ambiente e tornando o diálogo muito mais profícuo entre os palestrantes e entre eles e a platéia. Os outros, globais de bancada, poderiam ver e aprender um pouco com o Kotscho.
Confesso que meu interesse particular convergia para a fala da Olinta, por conta de minha pesquisa sobre a Vale, mas os dois primeiros palestrantes, Mohan Munasinghe e Marina da Silva, extrapolaram seus tempos, tendo sobrado menos de 10 minutos para a Olinta falar. Embora respeite as posições, importância e legitimidade do IPCC e das lutas ambientais, a tendência preservacionista per se pode e deve ser mais debatido. Por exemplo, quando a ex-ministra criticou a postura de algumas empresas que confundem preservação ambiental com propaganda, como "pintar algo de verde ou plantar árvore não muda nada porque é preciso mudar antes a narrativa. Porque narrativa não é propaganda. Propaganda é mentira, e narrativa é ressignificar os objetivos da empresa". Essa satanização da propaganda, muito presente no senso comum e também nesses discursos ambientalistas, sempre dificulta o diálogo porque comunicação também é propaganda. Enfim, no final, Marina da Silva foi de longe a mais aplaudida pois seu discurso foi também muito combativo. Depois o Washington Novaes fez uma densa palestra, repleta de dados importantes, até pela sua enorme bagagem em relação a questão. Mas falar próximo do fim do evento e depois de duas falas tão extensas, prejudicou um pouco o acompanha
mento do seu raciocinio.
Por fim a Olinta, como alguém que vem da Comunicação, falou em até menos de 10 minutos e foi capaz de resumir coisas muito importantes como: pensar a comunicação empresarial é repensar a consciência social econômica e ambiental da empresa. Que há vários vetores para a sustentabilidade, mas que é a perspectiva relacional a principal. E que a comunicar é lidar com a criação de significados e, nas empresas, é preciso rever quase tudo relacionado a comunicação. A ciência da comunicação sozinha não dá conta de entender esses processos, precisa buscar outros componentes das ciências sociais. E o principal, que é preciso conhecer a fundo a história, a cultura e os conflitos dos públicos que se relacionam com as empresas. Pena que ela não pode aprofundar, mas apenas citar alguns pontos. Ao final, consegui o seu contato e vou entrevistá-la.
Enfim, um último comentário sobre os mediadores. Dos que vi em ação, Mona Dorf, Merval Pereira, Ricardo Kotscho e André Trigueiro, apenas o Ricardo Kotscho foi capaz de realmente mediar, ser espirituoso e astuto em seus comentários, relaxando o ambiente e tornando o diálogo muito mais profícuo entre os palestrantes e entre eles e a platéia. Os outros, globais de bancada, poderiam ver e aprender um pouco com o Kotscho.
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II Forum, manhã do 2o dia
O segundo dia do Forum comprovou a tendência do evento, muito mais tratando da sustentabildiade do que de comunicação. Abaixo, resumidamente, o que aconteceu:
Na abertura houve exibição de uma série de vídeos. O primeiro foi o do dossiê jovem MTV 2009. Como sempre, um vídeo muito bem editado e narrado. Depois vieram os videos dos patrocinadores (o do Bando do Brasil bem mais interessante do que o burocrático da Petrobrás). Em seguida houve uma exibição de um ótimo projeto do Instituto Elos - Guerreiros Sem Armas e sua intervenção no bairro do Paquetá em Santos. Fazia tempo que não via uma ação tão impactante, eles pegaram um área bem degradada do bairro, frequentada apenas por mendigos e vivados em drogas, e fizeram ações com voluntário do mundo todo que, em parceria coma comunidade, conseguiram transformar (não gosto do termo revitalizar) a área, limpando física e espiritualmente, reformarndo, pintando e o mais importante, fazendo a comunidade se reaprorpiar daquele espaço. Em pouco tempo eles conseguiram transformar muito (pena que o video não está no You Tube), mas vale a visita no site deles.
Pela manhã, a mesa foi composta por palestrantes da área politica e da educação, o que foi positivo para pensar as questões macro. Começou com a narrativa do confronto entre Católicos e Protestantes pelo ex-primeiro ministro da Irlanda, e como a comunicação ajudou aquele país a superar o conflito. Ele também não se furtou a pensar e problematizar a questão do Terrorismo como o avesso máximo da comunicação. Em seguida, o prof. dr. André Lazaro, representando o ministro da Educação Fernando Haddad, apresentou muitos dados sobre a educação no Brasil e reforçou que não se pode apenas jogar pedras no quadro educacional brasileiro pois, segundo ele, 97% das nossas crianças estão na escola, ou seja, 48 milhões delas têm escolaridade com acesso também a merenda, transporte, uniforme e material didático. Realmente não é pouco. Ao insistir que a qualidade virá também da quantidade, reforçou que é preciso haver menos partidarização e mais politização do debate. Não sei se foi impressão minha, mas vi um fundo arendtiano na fala dele. Houve também a fala idealista do representante da UNESCO Brasil, Vincent Defourny. Mas ele foi o primeiro a colocar 2 coisas importantes sobre comunicação. A primeira é a importância dos organismos de cooperação internacional que só se realizam pela comunicação, pois esta é a respiração das organizações e das sociedades. E também alertou para as três dimensões da comunicação: a sintática (abrir o canal), a semântica (pensar e discutir o sentido) e a pragmática (pôr em ação). Ele convidou todos a visitarem o site da UNESCO.
Os outros dois palestrantes são ótimos de oratória e suas palestras são sempre muito boas de ver, ouvir e reouvir. Os professores da área da educação Mario Sérgio Cortella e Terezinha Rios rechearam suas falas de ótimas citações e ironias, chegando a ser cartáticas e, por isso, muito persuasivas. Cortella finalizou sua fala citando Rabelais: "Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam". Foi ovacionado pela platéia (como de costume). E Terezinha, com sua fala mineira cheia de enrendamentos, pontuou a diferença entre o novo e o original, porque este não é a novidade mas aquilo que vai às origens, aos princípios de raiz. E da diferença entre a Moral, cuja questão é "O que devo fazer?", e a Ética que está mais relacionada as questões como "Que vida quero viver? E quais são as responsabilidades ligadas a essa escolha?". Mineiramente concisa e profunda, não sei se foi muito entendida pela platéia, mas com certeza, foram muito válidas as suas reflexões.
Na abertura houve exibição de uma série de vídeos. O primeiro foi o do dossiê jovem MTV 2009. Como sempre, um vídeo muito bem editado e narrado. Depois vieram os videos dos patrocinadores (o do Bando do Brasil bem mais interessante do que o burocrático da Petrobrás). Em seguida houve uma exibição de um ótimo projeto do Instituto Elos - Guerreiros Sem Armas e sua intervenção no bairro do Paquetá em Santos. Fazia tempo que não via uma ação tão impactante, eles pegaram um área bem degradada do bairro, frequentada apenas por mendigos e vivados em drogas, e fizeram ações com voluntário do mundo todo que, em parceria coma comunidade, conseguiram transformar (não gosto do termo revitalizar) a área, limpando física e espiritualmente, reformarndo, pintando e o mais importante, fazendo a comunidade se reaprorpiar daquele espaço. Em pouco tempo eles conseguiram transformar muito (pena que o video não está no You Tube), mas vale a visita no site deles.
Pela manhã, a mesa foi composta por palestrantes da área politica e da educação, o que foi positivo para pensar as questões macro. Começou com a narrativa do confronto entre Católicos e Protestantes pelo ex-primeiro ministro da Irlanda, e como a comunicação ajudou aquele país a superar o conflito. Ele também não se furtou a pensar e problematizar a questão do Terrorismo como o avesso máximo da comunicação. Em seguida, o prof. dr. André Lazaro, representando o ministro da Educação Fernando Haddad, apresentou muitos dados sobre a educação no Brasil e reforçou que não se pode apenas jogar pedras no quadro educacional brasileiro pois, segundo ele, 97% das nossas crianças estão na escola, ou seja, 48 milhões delas têm escolaridade com acesso também a merenda, transporte, uniforme e material didático. Realmente não é pouco. Ao insistir que a qualidade virá também da quantidade, reforçou que é preciso haver menos partidarização e mais politização do debate. Não sei se foi impressão minha, mas vi um fundo arendtiano na fala dele. Houve também a fala idealista do representante da UNESCO Brasil, Vincent Defourny. Mas ele foi o primeiro a colocar 2 coisas importantes sobre comunicação. A primeira é a importância dos organismos de cooperação internacional que só se realizam pela comunicação, pois esta é a respiração das organizações e das sociedades. E também alertou para as três dimensões da comunicação: a sintática (abrir o canal), a semântica (pensar e discutir o sentido) e a pragmática (pôr em ação). Ele convidou todos a visitarem o site da UNESCO.
Os outros dois palestrantes são ótimos de oratória e suas palestras são sempre muito boas de ver, ouvir e reouvir. Os professores da área da educação Mario Sérgio Cortella e Terezinha Rios rechearam suas falas de ótimas citações e ironias, chegando a ser cartáticas e, por isso, muito persuasivas. Cortella finalizou sua fala citando Rabelais: "Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam". Foi ovacionado pela platéia (como de costume). E Terezinha, com sua fala mineira cheia de enrendamentos, pontuou a diferença entre o novo e o original, porque este não é a novidade mas aquilo que vai às origens, aos princípios de raiz. E da diferença entre a Moral, cuja questão é "O que devo fazer?", e a Ética que está mais relacionada as questões como "Que vida quero viver? E quais são as responsabilidades ligadas a essa escolha?". Mineiramente concisa e profunda, não sei se foi muito entendida pela platéia, mas com certeza, foram muito válidas as suas reflexões.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
II Forum de Comunicação e Sustentabilidade. Anhembi, SP.
O tom conciliador dominou o primeiro dia do II Forum. As palestras muito consensuais entre si atenderam (talvez) a expectativa de uma platéia dominada por estudantes universitários. A exceção ficou por conta do Ferrez, poeta e empresário, que se disse muito feliz de, pela primeira vez, ter sido convidado para uma palestra sobre sustentabilidade e não sobre pobreza, crime etc. Ao explicar toda a trajetória de criação e afirmação da sua marca de moda 1DASUL, ele ironizou paradigmas do marketing e as grandes marcas ("marca é ilusão, marca vende ilusão") ao que se considera negócio sustentável, que para ele é muito simples. Significa não ganhar dinheiro sozinho, mas fazer quem participa da produção ganhar também ("quem me ensinou a administrar foi o Dostoiévski"). Outros bons palestrantes do dia foram: - Flavio Comin, do PNUD-ONU, que expôs a metodologia que enfatiza a comunicação em todo o processo de produção e divulgação do Relatório de Desenvolvimento Humano (Brasil Ponto-a-Ponto), que tem a participação do Percival Caropreso, ex McCann e hoje diretor da Setor 2 1/2).
- Bernardo Toro da fundação Avina, que enfatizou a importância do cuidado e da conversação. O cuidado com o outro e com o que se fala, sabendo ouvir, respeitar, fazer perguntas pertinentes, exercitar e acreditar no diálogo.
- Danah Zohar, física e filósofa, que explicou as três concepções de inteligência. A tradicional (I think), a inteligência emocional (I feel) e a inteligência espiritual (I am), com seus 13 conselhos. O mais interessante foi quando ela citou dados da psicologia: 94% dos sentimentos que movem as pessoas são negativos (será que a inteligência espiritual, com sua abordagem quase naïve seria capaz de reverter esse dado tão forte?).
- Bernardo Toro da fundação Avina, que enfatizou a importância do cuidado e da conversação. O cuidado com o outro e com o que se fala, sabendo ouvir, respeitar, fazer perguntas pertinentes, exercitar e acreditar no diálogo.
- Danah Zohar, física e filósofa, que explicou as três concepções de inteligência. A tradicional (I think), a inteligência emocional (I feel) e a inteligência espiritual (I am), com seus 13 conselhos. O mais interessante foi quando ela citou dados da psicologia: 94% dos sentimentos que movem as pessoas são negativos (será que a inteligência espiritual, com sua abordagem quase naïve seria capaz de reverter esse dado tão forte?).
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
Maio fora de Belém
Com a história do assalto, acabei antecipando minha viagem para São Paulo. Vim uma semana antes e aí pude ir a Virada Cultural. Encontrei tantos alunos e ex-alunos da PUC que não acreditei. Foi ótimo encontrá-los e também o livro da Hannah On Revolution (versão pocket mas ótima), absolutamente esgotado no Brasil. Encontrei com os meninos do Publizität na COMFIL, de forma a nos preparar para o II Forum de Comunicação e Sustentabilidade. Hoje foi o primeiro dia do evento e é positivo ver que a pesquisa do pós-doc e os questionamentos conceituais e estratégicos dela são convergentes com o pensamento de nomes de peso como Bernardo Toro, Ferrez, Flavio Comin, Florestan Fernandes Jr. Legal e também preocupante. A pesquisa precisará ter fôlego para se inserir no debate. O exercicio do blog do Publizität está me ajudando a pensar de outra maneira, pois já penso para a net.
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