terça-feira, 20 de julho de 2010
Compreender o problema de pesquisa
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Reflexão sobre o Mercado
O mercado é geralmente abordado em trabalhos acadêmicos como uma esfera uníssona, idealizado como o espaço de trocas atomizadas e meramente interessado em negociatas lucrativas. Esta pesquisa pretende abordar o mercado como um objeto multifacetado que demanda um olhar à história e à conjuntura que o engendra. Se a racionalidade do mercado é de outra ordem da racionalidade teórica reflexiva, e se os atores, os métodos e os fins mesmos de uma e de outra diferem, somente o enfrentamento da questão permitirá a elaboração de hipóteses sobre os limites da diferença. Talvez o maior desafio metodológico de um trabalho que tem a empresa Vale e seu discurso e prática da sustentabilidade por objeto seja o de testar a possibilidade do uso de paradigmas e instrumental mercadológico para pensá-la teoricamente, comprovando que não se tratam de raciocínios tão distintos que não possam ser acionados conjuntamente para efeito de uma análise.
(...)
Se olharmos de fora, o setor minerador e, especialmente, a Vale não podem ser sintetizados em uma única representação mental, seja imagética, seja discursiva, e talvez apenas a imagem da mina seja a mais mnemônica, posto que não há uma representação mais constante como, por exemplo, a tem a Petrobrás e suas recorrentes imagens das plataformas petrolíferas em alto mar ou seu majestoso prédio-sede no centro do Rio de Janeiro. A Vale, ao contrário, parece não querer divulgar ou cristalizar uma imagem da sede, do núcleo urbano ou da mina de Carajás pois é como se um dos paradigmas de sua comunicação seja justamente a sua pulverização imagética. Essa intencionalidade se deve, entre outros motivos, sobretudo às tensas relações que a companhia mantém, sobretudo, com os funcionários e grupos indígenas.
Por trás do que se “ouve falar” e das polêmicas que sempre envolvem a companhia há um setor produtivo, cuja atuação cotidiana obedece a critérios definidos historicamente, a ser analisado em seus determinantes econômicos e técnicos, seus discursos e suas estratégias, uma vez que o cenário urbano de Parauapebas resulta das disputas de sentido travadas pelos e nos discursos dos atores envolvidos nos processos engendrados pela relação entre a Vale e os stakeholders, mais especificamente no que tange os projetos de sustentabilidade, no qual há uma luta incessante pela hegemonia dos espaços de poder.
Pretende-se nesta pesquisa, propositadamente, enfatizar as “falas” dos atores que, em suas convergências e conflitos, desconstroem a idéia de um mercado como uma esfera “uníssona” ou transcendente. Ao mesmo tempo em que também visa a expor – sempre no sentido da crítica construtiva – as contradições e disputas de poder que acontecem na própria companhia pois dentro de uma empresa da dimensão da Vale, que lida com montantes expressivos de volume financeiro e recursos humanos, as divergências e disputas são bem maiores do que se tem notícia seja via grande imprensa, seja via trabalhos acadêmicos.
E como este trabalho é tributário da área da comunicação, não trataremos da relação da Vale com a população ou o Estado em Parauapebas, mas especificamente entre a companhia e o que ela nomeia de stakeholders (públicos envolvidos, partes interessadas), que são grupos restritos representativos dos grupos maiores nomeados de Acionistas, Colaboradores, Comunidades Indígenas, Comunidades do entorno, Poder Público, Mídia, Fornecedores. E dentre todos esses, focaremos mais especificamente os stakeholders abrangidos pelos seguinte projetos de sustentabilidade: Vale Alfabetizar, Escola de futebol, Escola que Vale e Estação de Conhecimento APA do Igarapé Gelado.
Retomando a questão inicial, caberia adaptá-la para: o que permeia essa abertura da empresa para o diálogo como os stakeholders? Parte-se então do discurso da companhia, impresso principalmente no seu relatório de sustentabilidade 2007 para o trabalho empírico de visitar e acompanhar o momento mesmo de atuação desses projetos para mapear a opinião de todos nele envolvidos e perceber como se desenvolve na prática as ações ditas “sustentáveis” da Vale em Paruapebas.
Entender esse espaço que a companhia abre para os seus stakeholders como portais de entrada para o implícito, para o que estrutura e produz essa mediação, a começar pelas relações, às vezes sutis, às vezes tensas, existentes entre os diferentes representante da empresa, do poder público e das comunidades é um de nossos mais caros objetivos.
A paisagem urbana de Parauapebas não é produto simplesmente de elaborações ou tramas maquiavélicas de capitalistas insensíveis que visam apenas ao lucro e à exploração da população. Tipos de capitalismo e de capitalistas e estratégias de investimento são fatores ligados à formação e à transformação das redes urbanas e dos espaços econômicos da cidade. Por trás delas – pelo menos nas economias de tipo liberal – encontram-se os agentes reais, elites mais ou menos enraizadas, detentoras do capital, do conhecimento ou capazes de inovações técnicas. É na estrutura social das cidades, mais do que na soma das suas funções, que se deveria procurar a base da organização territorial, através das mudanças históricas, desde a acumulação de renda ligada à posse da terra até à constituição dos territórios de sistemas simbólicos, como é o caso das intervenções da Vale.
Os processos que o produzem geram um espaço controverso de interesses dos stakeholders, ou seja, de todos os implicados no processo. Uma rede infinita de conflitos convive diariamente com a pressão pela sobrevivência, dada a imprevisibilidade dos fatores que norteiam a atividade. É bom lembrar que o lançamento de um projeto de sustentabilidade é sempre uma incógnita, sujeita a sucessos e fracassos. Ao mesmo tempo, é preciso pensar que o sujeito envolvido nesses projetos sociais da empresa não é mais um mero número estatístico de uma massa inqualificável e amorfa, mas um sujeito com capacidade crítica para dar outros significados aos estímulos simbólicos a ele proposto, a partir de seu uso e de sua experiência cotidiana.
domingo, 23 de agosto de 2009
Entre o Ideológico e o Político - Parte II
quinta-feira, 9 de julho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Metodologia: Pesquisa de Campo_Roteiro de Diálogo
Grupos importantes para pesquisa: funcionários, terceirizados, poder público, ONGs, movimentos sociais organizados e comunidades impactadas.
Projetos da Vale possiveis de serem pesquisados:
Sociais:
· Escola que Vale (Parauapebas)
· Educação nos Trilhos (Marabá, Parauapebas, Açailândia, Santa Inês, São Luis)
· Vale Juventude (Marabá e Parauapebas)
· Vale Alfabetizar (Canaã, Eldorado, Marabá e Parauapebas)
Ambientais:
· Estação Conhecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado
· Floresta Nacional de Carajás
· Parque Zoobotânico de Carajás
Roteiro para o encontro com os envolvidos com esses projetos:
1. Apresentação
Esse encontro é parte integrante da pesquisa de Pós Doutorado de Ma. Conceição Golobovante, realizada no âmbito da pós-graduação em desenvolvimento sustentável do trópico úmido do NAEA-UFPA, com bolsa CNPq. A pesquisadora se compromete a divulgar as informações obtidas apenas para o meio acadêmico-universitário, mantendo em sigilo o nome dos interlocutores, caso este seja o desejo deles.
Interlocutor:
Nome:
Grau de Instrução:
Ocupação:
Idade:
Roteiro de Temas
- Amazônia
- Sustentabilidade
- Vale na Amazônia: histórico e relação
- Com qual projeto da Vale está envolvido?
- Que tipo de participação?
- O papel da comunicação nessa participação
- Opinião sobre o Projeto (conflitos e consensos)
- Sugestões
Metodologia: Pesquisa de Campo
1 - Participação de eventos relacionados ao tema da pesquisa, dentre os quais eu destaco o Forum Social Mundial (realizado em janeiro em Belém), II Forum de Comunicação e Sustentabilidade (Maio em SP) e Intercom Sudeste (maio no RJ);
2 - Entrevistas realizadas com pessoas ligadas a Comunicação e/ou a Vale (fase incial, na qual eu destaco as entrevistas realizadas com o publicitário Pedro Galvão e com o jornalista Lucio Flavio Pinto).
3 - Viagens e permanência na região de Carajás, cidade de Parauapebas e serra. Essas viagens ainda não foram realizadas devido o excesso de chuvas na região. Esse contratempo meteorológico me fez rever as projeções da pesquisa, reduzindo de 4 para 3 visitas, segundo o cronograma que apresento a seguir. Na primeira viagem, observação etnográfica, reconhecimento de campo e primeiros contatos com os líderes e representantes da comunidade. Nas segunda e terceira, já com a permissão da cia., entrar na mina e poder entrevistar funcionários, terceirizados, representantes do poder público, líderes locais e comunidades envolvidas com os projetos de sustentabilidade, com vistas a elaborar o relatório final da pesquisa. Como a pesquisa não será quantitativa, não haverá um questionário formal a ser respondido. A proposta é a de um roteiro de diálogo, que abordará 3 tópicos para os entrevistados: Amazônia, Sustentabildiade e qual Solução eles propõem para os conflitos;
4 - Criação e manutenção deste blog, que relata informalmente o trajeto da pesquisa.
terça-feira, 26 de maio de 2009
O resumo inicial, do projeto aprovado pelo CNPq
Título do Projeto:A comunicação da responsabilidade socioambiental da Cia. Vale: do discurso midiático às práticas negociadas.
Local: cidade de Parauapebas, Estado do Pará – Amazônia
Resumo
Neste projeto buscar-se-á pesquisar em que medida as ações de Responsabilidade Socioambiental da Cia. Vale resumem-se ao discurso midiático ou se configuram, de fato, em intervenções que têm impactado e resignificado as relações empresa-sociedade, provocando uma lógica diferente da apropriação predatória que sempre norteou a ocupação do território amazônico. É sabido que a incorporação de práticas social e ambientalmente responsáveis pelas empresas não deslocou o foco das corporações do que sempre foi seu objetivo primeiro: o lucro financeiro. Antes, pelo contrário. No momento atual, percebe-se duas vogas que orientam decisivamente o movimento do capital global em relação a Amazônia: de locus infinito de exploração de riquezas (extrativismo de matéria prima) a floresta preservada passa a ser um ativo financeiro valorizado, e potencial fonte de lucro. Somado a isso, a cobertura midiática internacional influencia a opinião pública que pressiona empresas, governos e instituições a posturas mais responsáveis em relação a questão social e ambiental. As ações de responsabilidade passam então a ser valorizadas pelo capital financeiro internacional, e as corporações capitalistas são pressionadas a incorporarem os relatórios de sustentabilidade (orientados/certificados por instituições como GRI, ISO, Ethos, IBASE etc) em suas práticas cotidianas, o que exige das empresas mais transparência e abertura ao diálogo com todos os grupos impactados pelas suas atividades. A relação Capital-Amazônia-Comunicação envolve, assim, questões complexas e amplas que, no entanto, podem ser captadas por um ponto emblemático: a intervenção concreta das práticas socioambientais dessas empresas. Daí a necessidade de focar a investigação neste debate/conflito: mapear as intencionalidades, discussões e decisões que geram práticas negociadas e seus efeitos no habitat amazônico pelo viés das ciências da comunicação.
Palavras-Chave
Amazônia, Responsabilidade Social Empresarial (RSE), Comunicação, Mídia, Sustentabilidade
sexta-feira, 8 de maio de 2009
II Forum, encontro com ex-diretora da Comunicação da Vale
Confesso que meu interesse particular convergia para a fala da Olinta, por conta de minha pesquisa sobre a Vale, mas os dois primeiros palestrantes, Mohan Munasinghe e Marina da Silva, extrapolaram seus tempos, tendo sobrado menos de 10 minutos para a Olinta falar. Embora respeite as posições, importância e legitimidade do IPCC e das lutas ambientais, a tendência preservacionista per se pode e deve ser mais debatido. Por exemplo, quando a ex-ministra criticou a postura de algumas empresas que confundem preservação ambiental com propaganda, como "pintar algo de verde ou plantar árvore não muda nada porque é preciso mudar antes a narrativa. Porque narrativa não é propaganda. Propaganda é mentira, e narrativa é ressignificar os objetivos da empresa". Essa satanização da propaganda, muito presente no senso comum e também nesses discursos ambientalistas, sempre dificulta o diálogo porque comunicação também é propaganda. Enfim, no final, Marina da Silva foi de longe a mais aplaudida pois seu discurso foi também muito combativo. Depois o Washington Novaes fez uma densa palestra, repleta de dados importantes, até pela sua enorme bagagem em relação a questão. Mas falar próximo do fim do evento e depois de duas falas tão extensas, prejudicou um pouco o acompanha
mento do seu raciocinio.
Por fim a Olinta, como alguém que vem da Comunicação, falou em até menos de 10 minutos e foi capaz de resumir coisas muito importantes como: pensar a comunicação empresarial é repensar a consciência social econômica e ambiental da empresa. Que há vários vetores para a sustentabilidade, mas que é a perspectiva relacional a principal. E que a comunicar é lidar com a criação de significados e, nas empresas, é preciso rever quase tudo relacionado a comunicação. A ciência da comunicação sozinha não dá conta de entender esses processos, precisa buscar outros componentes das ciências sociais. E o principal, que é preciso conhecer a fundo a história, a cultura e os conflitos dos públicos que se relacionam com as empresas. Pena que ela não pode aprofundar, mas apenas citar alguns pontos. Ao final, consegui o seu contato e vou entrevistá-la.
Enfim, um último comentário sobre os mediadores. Dos que vi em ação, Mona Dorf, Merval Pereira, Ricardo Kotscho e André Trigueiro, apenas o Ricardo Kotscho foi capaz de realmente mediar, ser espirituoso e astuto em seus comentários, relaxando o ambiente e tornando o diálogo muito mais profícuo entre os palestrantes e entre eles e a platéia. Os outros, globais de bancada, poderiam ver e aprender um pouco com o Kotscho.
II Forum, manhã do 2o dia
Na abertura houve exibição de uma série de vídeos. O primeiro foi o do dossiê jovem MTV 2009. Como sempre, um vídeo muito bem editado e narrado. Depois vieram os videos dos patrocinadores (o do Bando do Brasil bem mais interessante do que o burocrático da Petrobrás). Em seguida houve uma exibição de um ótimo projeto do Instituto Elos - Guerreiros Sem Armas e sua intervenção no bairro do Paquetá em Santos. Fazia tempo que não via uma ação tão impactante, eles pegaram um área bem degradada do bairro, frequentada apenas por mendigos e vivados em drogas, e fizeram ações com voluntário do mundo todo que, em parceria coma comunidade, conseguiram transformar (não gosto do termo revitalizar) a área, limpando física e espiritualmente, reformarndo, pintando e o mais importante, fazendo a comunidade se reaprorpiar daquele espaço. Em pouco tempo eles conseguiram transformar muito (pena que o video não está no You Tube), mas vale a visita no site deles.
Pela manhã, a mesa foi composta por palestrantes da área politica e da educação, o que foi positivo para pensar as questões macro. Começou com a narrativa do confronto entre Católicos e Protestantes pelo ex-primeiro ministro da Irlanda, e como a comunicação ajudou aquele país a superar o conflito. Ele também não se furtou a pensar e problematizar a questão do Terrorismo como o avesso máximo da comunicação. Em seguida, o prof. dr. André Lazaro, representando o ministro da Educação Fernando Haddad, apresentou muitos dados sobre a educação no Brasil e reforçou que não se pode apenas jogar pedras no quadro educacional brasileiro pois, segundo ele, 97% das nossas crianças estão na escola, ou seja, 48 milhões delas têm escolaridade com acesso também a merenda, transporte, uniforme e material didático. Realmente não é pouco. Ao insistir que a qualidade virá também da quantidade, reforçou que é preciso haver menos partidarização e mais politização do debate. Não sei se foi impressão minha, mas vi um fundo arendtiano na fala dele. Houve também a fala idealista do representante da UNESCO Brasil, Vincent Defourny. Mas ele foi o primeiro a colocar 2 coisas importantes sobre comunicação. A primeira é a importância dos organismos de cooperação internacional que só se realizam pela comunicação, pois esta é a respiração das organizações e das sociedades. E também alertou para as três dimensões da comunicação: a sintática (abrir o canal), a semântica (pensar e discutir o sentido) e a pragmática (pôr em ação). Ele convidou todos a visitarem o site da UNESCO.
Os outros dois palestrantes são ótimos de oratória e suas palestras são sempre muito boas de ver, ouvir e reouvir. Os professores da área da educação Mario Sérgio Cortella e Terezinha Rios rechearam suas falas de ótimas citações e ironias, chegando a ser cartáticas e, por isso, muito persuasivas. Cortella finalizou sua fala citando Rabelais: "Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam". Foi ovacionado pela platéia (como de costume). E Terezinha, com sua fala mineira cheia de enrendamentos, pontuou a diferença entre o novo e o original, porque este não é a novidade mas aquilo que vai às origens, aos princípios de raiz. E da diferença entre a Moral, cuja questão é "O que devo fazer?", e a Ética que está mais relacionada as questões como "Que vida quero viver? E quais são as responsabilidades ligadas a essa escolha?". Mineiramente concisa e profunda, não sei se foi muito entendida pela platéia, mas com certeza, foram muito válidas as suas reflexões.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
II Forum de Comunicação e Sustentabilidade. Anhembi, SP.
- Bernardo Toro da fundação Avina, que enfatizou a importância do cuidado e da conversação. O cuidado com o outro e com o que se fala, sabendo ouvir, respeitar, fazer perguntas pertinentes, exercitar e acreditar no diálogo.
- Danah Zohar, física e filósofa, que explicou as três concepções de inteligência. A tradicional (I think), a inteligência emocional (I feel) e a inteligência espiritual (I am), com seus 13 conselhos. O mais interessante foi quando ela citou dados da psicologia: 94% dos sentimentos que movem as pessoas são negativos (será que a inteligência espiritual, com sua abordagem quase naïve seria capaz de reverter esse dado tão forte?).
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Águas de Março
Mas março também foi o mês da formatura em direito de meu sobrinho Rafael, para a qual minha familia se mobilizava. Em Belém, uma colação em direito no Hangar tem um valor social quase sagrado. Eu, de minha parte, estava feliz por ele e porque minha irmã viria com seu marido e sogra dos EUA, onde vivem. Então, até o dia 11 de março, estive por conta da familia. Aí, no dia 9 minha internet da claro pifou e foi um balde de água fria pois ficar aqui sem net foi e ainda está sendo um exercicio. Isso me levou a vir direto pra UFPA (q finalmente retomou suas atividades), onde pude começar a frequentar a biblitoeca do NAEA. E no dia 14, sofri uma queda na escada e bati forte as costas, o que me deixou alguns dias com muita dor. Na pesquisa, continuei a acompanhar o que saia na midia sobre a Vale, as próprias news da Cia. (via site deles) e voltei a ler alguns de meus autores basilares: Arendt, Habermas, Paoli. Mas tudo muito fragmentado. E haja chuva por aqui.