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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Protestos Pessoais_ Em defesa do Lúcio Flavio e da Amazônia
Esta semana estive fora do ar por conta da viagem a SP, onde vim administrar a obra e tb buscar algumas referências da pesquisa. Nesse traslado, estou ainda, mais de um mês depois, ainda às voltas com suporte do CNPq q não consegue resolver o problema do formulário de prestação de contas. Mas esse imbróglio institucional não é nada se comparado à injustiça da sentença que condenou o jornalista Lúcio Flavio Pinto a indenizar os irmãos Maiorana em 30 mil reais. Tal decisão judicial já deu origem a uma série de protestos virtuais, com os quais esse blog se associa. Está sendo organizado um abaixo-assinado que em menos de 10 dias já reune quase 400 assinaturas, e há tb o blog http://solidariedadelucioflaviopinto.blogspot.com/, onde as pessoas podem postar comentários ou colaborar com o Jornal Pessoal. Estou nessa não apenas pelo Lúcio, a quem admiro e respeito, mas sobretudo pela Amazônia. Acho que a voz do Lúcio oxigena a discussão e ajuda a pensar caminhos mais justos e adequados para a região.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
O que muda com a Pesquisa de Campo ? (Decifra-me ou eu mesma me devoro)
Acho q todo pesquisador já passou por isso. Um belo dia ele acorda com uma idéia e decide fazer um projeto de pesquisa. É provável que inconscientemente ele tenha maturado essa idéia por muito tempo. Define o tema e parte para a escritura dos objetivos, metodologias, justificativas, referências etc. Arma tudo direitinho, põe no papel, encontra um orientador que tope, acha um abrigo institucional (diga-se um programa de pós-graduação) e, quando tem sorte, consegue uma bolsa. Que felicidade!!! Sair do masmorra do trabalho controlado e poder pensar - além de ser pago por isso. Mas a alegria não dura muito, pois a partir do dia que o sujeito se atrela, junto com a alegria, vem duas assombrações de meter medo no mais cético dos ateus: o prazo e as exigências. E se o projeto prevê pesquisa de campo (no sentido mais empírico que esse termo possa ter) e ainda for da área de Humanas, aí é que a tarefa ganha muito em emoção. Pelo menos na área da comunicação, é utópico (pra não dizer balalea) essa coisa da observação isenta e distanciada. Mais do que cabeça, acho que o pesquisador precisa ter coração. Não é fácil sair do conforto (inclusive térmico) da biblioteca, para enfrentar estradas péssimas, temperaturas de mais de 40 graus, poeira, falta de conforto e insegurança. Por isso acho que o campo é o maior dos desafios. Ali, tudo o que se escreveu no papel, perde o sentido. E aquela idéia que achávamos maravilhosa quando acordamos naquele bendito dia, de repente se torna inócua. A realidade é e sempre será maior do que qualquer pesquisa - ainda bem. E no entanto, por mais sofrida que seja, é dela que vem toda a adrenalina e o risco maior é que nós, ao voltarmos para a nossa confortável biblioteca, não sejamos capazes de traduzir, minimamente que seja, a riqueza do visto e vivido, seja na folha de papel, seja num produto final multimidiático. Depois de sentir o calor e a poeira nas entranhas, olhar nos olhos das pessoas, chegar aos confins da Amazônia, de ver o monstro que é o Brasil real de frente, me pergunto se serei capaz (?) e se esta pesquisa será concluída com a dignidade necessária (?). A Amazônia, me disse um entrevistado, é uma esfinge às avessas, que parece desafiar o pesquisador ao dizer-lhe, entre irônica e sedutora - Decifra-me ou Devoro-me.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
O prazer e a dor das descobertas
O susto de desdobrir a emergência com que tenho q produzir o relatório técnico para o CNPq está passando aos poucos. Isso me fez partir para a escrita e também para algumas ações. Me filiei a ABERJE - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, para monitorar o que há de mais recente no mundo da comunicação corporativa. E também decidi não participar do INTERCOM q será em Curitiba. Estou em dúvida se irei para o Sustentável 2009 em São Paulo em agosto, afinal este será na PUC-SP.
Também revi a bibligorafia inicialmente proposta e atualizei com alguns títulos encontrados no NAEA. Minha forma labiríntica de trabalhar na biblioteca, me dá um sentimento de perdição, pois são muitos os trabalhos voltados a explicação histórica da ocupação da Amazônia pelo grande capital internacional. Ao mesmo tempo, é doloroso descobrir os mecanismos que produziram a situação degradante em que vive boa parte da população amazônica e paraense. Os efeitos nefastos todos sentimos, mas quem engendrou esse processo não. Cabe perguntar então: quem são eles? onde eles estão? o que acham dos prejuizos sociais e ambientais que causaram? Acho que a Hannah e sua reflexão sobre a Banalidade do Mal é o que me alenta nesse processo de descobertas incômodas.
Também revi a bibligorafia inicialmente proposta e atualizei com alguns títulos encontrados no NAEA. Minha forma labiríntica de trabalhar na biblioteca, me dá um sentimento de perdição, pois são muitos os trabalhos voltados a explicação histórica da ocupação da Amazônia pelo grande capital internacional. Ao mesmo tempo, é doloroso descobrir os mecanismos que produziram a situação degradante em que vive boa parte da população amazônica e paraense. Os efeitos nefastos todos sentimos, mas quem engendrou esse processo não. Cabe perguntar então: quem são eles? onde eles estão? o que acham dos prejuizos sociais e ambientais que causaram? Acho que a Hannah e sua reflexão sobre a Banalidade do Mal é o que me alenta nesse processo de descobertas incômodas.
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