Passei duas semanas em Parauapebas, intercaladas por uma semana em Belém. No dia 18 de setembro percebi que seria melhor deixar meu carro em Parauapebas e voltar pra Belém de avião pois o aluguel de um carro por uma semana sairia muito caro. No sábado, dia 19/9, fomos de carro, Ana, Isaias e eu até Marabá. De lá, peguei um vôo da TAM para Belém. Durante a semana, mesmo estranhando um pouco o fato de estar sem carro, pude voltar a sede da Vale para aprofundar alguns dads que havia observado no campo e retomar meu diálogo com o Antonio Venâncio. Também pude aprofundar a pesquisa na SUDAM. Depois desses encontros, retornei a Parauapebas, desta vez por meio de um vôo da TRIP com destino a Carajás no dia 25/9. Foi uma experiência ver o lago imenso da barragem de Tucurí (escala do vôo) de cima, e perceber a imensidão de sua devastação, com suas ilhas semi encobertas. Depois a chegada a Carajás é também impactante pela visão da Flona e do núcleo urbano de cima. Passei uma semana em Peba realizando as últimas entrevstas da pesquisa e os comentários sobre ela estarão no próximo post. Vou pular então para a viagem de volta. Como não havia com quem dividir a direção, voltei sozinha dirigindo. Saí de Parauapebas na quinta, dia 1/10, e passei por Curionópolis, Eldorado, Vila Betel, Vila Sororó, chegando a Marabá por volta das 17h, onde dormi e fiquei feliz pois a net da claro voltou a funcionar já que em Peba não pega. No dia 2/10, sexta, saí de Marabá às 7h30 da manhã, e passei por Nova Ipixuna, Jacundá (pior trecho da estrada), Goianésia, Vila Aparecida, Vila Genésio, Víla Águas Claras, Tailândia, Vila Nova Betel, Vila do Açu, Palmares, VIla Olho d'Água, Betânia e as entradas das cidades de Moju, Abaetetuba e Barcarena, até chegar a Belém por volta das 15h00 da tarde e 540 km rodados. Estava com o corpo doído mas graças a Deus, tudo ocorreu bem na viagem, e o meu carro mais uma vez se mostrou um ótimo companheiro de viagem ao som de muita MPB e das rádios locais.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Começa a 2a Viagem


Saí de Belém às 7h da manhã, rumo a Marabá, onde cheguei por volta das 14h45 depois de 550km rodados. Chegar a casa da Zelza é sempre um bálsamo considerando essa viagem. Não é tanto a distância, embora seja longe, mas a estrada que não conheço tão bem, e que é bem perigosa. Na saída de Belém, uma parada em Ananindeua pra pegar umas encomendas pra Zelza. Como não havia muito trânsito na saída da cidade, às 7h40 já estava pegando a Alça Viária, onde passei pelas pontes que cortam os rios Guamá, Moju e Acará. Parei por volta das 9h na entrada do Moju. A primeira etapa da viagem, que vai até Tailândia, demora umas 3h. Ali parei novamente para abastecer (R$ 80 reais meio tanque) e ir ao banheiro. É um posto da Texaco onde sempre param muitos caminhões . O trecho entre o Moju e Tailândia, q é um município enorme, é de transição geográfica e cultural. A paisagem muda, os costume e hábitos também. A cobertura vegetal paulatinamente dá lugar ao mar de fazendas contiguas, de capim queimado nessa época do ano, entremeadas por uma extensa plantação de palmas de dendê. Depois de Tailândia, vem mais uns 160 km até Jacundá, passando por Goianésia cujo slogan da cidade chega a ser irônico “transformando sonho em realidade” (só se for pesadelo). Começa um planalto com subidas e decidas e a estrada vai piorando muito em buracos e desníveis. Perdi uma calota num deles. O fato é que parei novamente em Jacundá, onde peguei um lanche e vim comendo no carro. O pior trecho da estrada sem dúvida é entre Jacundá e Ipixuna – ninguém merece e confesso que fiquei com pena do meu carro e com medo de algo acontecer. Ao passar Ipixuna, percebo q a estrada melhora e fico feliz pq apenas 40 minutos me separavam de Marabá. Acertei entrar na cidade e vir direto para a casa de minha prima, que fica na Cidade Nova. Agora é descansar para amanhã pegar a parte mais delicada da estrada que liga Marabá a Parauapebas.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
A Viagem de Volta a Belém

A viagem de volta foi mais rápida do que a ida. Saimos por volta das 6h30 da manhã de Parauapebas e chegamos às 16h30 em Belém. Foram 10 h de viagem passando por Marabá (o pior trecho), Jacundá, Goaianésia, Vila Aparecida, Tailândia e as entradas das cidades de Moju, Abaetetuba e Barcarena. Para mim, que fiz pela primeira vez esse caminho, achei a estrada mais rápida do que a da Belém Brasilia e a PA via Rondon. Passar pelas pontes da Alça Viária é realmente uma experiência (foto acima) Abastecemos em Marabá, Jacundá (onde almoçamos) e tb em Tailândia. Vim dirigindo direto e, mesmo cansada, cheguei bem. Agora é tentar retomar a pesquisa e pôr no papel todo o visto e vivido.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Viagem a Parauapebas - Parte II
Na sexta pela manhã, saimos de Marabá em direção a Parauapebas. Amanheci com uma crise de labirintite que persiste até hj. Isaias dirigindo, e eu tentando olhar e entender essa paisagem. A estrada Marabá-Parauapebas é uma vergonha. A pior de todas. O que poderia ser uma viagem tranquila de 2 h e meia, se transforma em 3 ou até 4 por conta dos buracos e das pontes, algumas em via única, perigosas de passar. Além do que, é uma estrada sem muitas comunidades ao lado, o que dá uma sensação de
isolamento maior. Passamos por ELdorado (onde pude ver o monumento ao massacre dos sem-terra), pela entrada de Serra Pelada e por Curionópolis. É como passar por locais símbolo de toda história recente do Brasil, como se fosse um filme. Mas nada se compara a Parauapebas. Logo ao chegar, percebi que "Peba" é uma cidade que pulsa. Muita gente, muito carro, indo e vindo, e uma organização urbanística mais mapeável do que Marabá. Chegamos, encontramos minha prima na churrascaria Gaucha e fomos almoçar no Brucutu. Que bom poder encontrar um lugar limpo, confortável e com boas saladas para comer. Mesmo que a labirintite não tenha dado trégua, fui com Isaias a Estação Ferroviária, a Oyamota e ao SENAI. Foi ótimo ficarmos a tarde conversando com um e com outro, de forma a eu começar a me ambientar e localizar na cidade.
isolamento maior. Passamos por ELdorado (onde pude ver o monumento ao massacre dos sem-terra), pela entrada de Serra Pelada e por Curionópolis. É como passar por locais símbolo de toda história recente do Brasil, como se fosse um filme. Mas nada se compara a Parauapebas. Logo ao chegar, percebi que "Peba" é uma cidade que pulsa. Muita gente, muito carro, indo e vindo, e uma organização urbanística mais mapeável do que Marabá. Chegamos, encontramos minha prima na churrascaria Gaucha e fomos almoçar no Brucutu. Que bom poder encontrar um lugar limpo, confortável e com boas saladas para comer. Mesmo que a labirintite não tenha dado trégua, fui com Isaias a Estação Ferroviária, a Oyamota e ao SENAI. Foi ótimo ficarmos a tarde conversando com um e com outro, de forma a eu começar a me ambientar e localizar na cidade.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
A Viagem a Parauapebas. Parte I
Finalmente, com a diminuição das chuvas, pude pegar a estrada para Parauapebas. Saimos de Belém, Isaias e eu, por volta das 8h da manhã. Decidimos não ir pela Alça Viária por conta dos buracos, mas essa decisão nos custou um bom tempo a mais. Assim, pegamos a BR-010 (Belém-Brasilia) e passamos por Castanhal, Santa Maria, São Miguel do Guamá, Mãe do Rio, Paragominas, Ulianópolis (onde almoçamos) e Dom Elizeu. De Paragominas para Ulianópolis não há infra estrutura alguma. É tudo muito deserto, apenas fazendas e queimadas de um lado e de outro. E o trecho entre Ulianópolis e Dom Elizeu está muito esburacado, o que nos fez perder bastante tempo. Ali, por volta das 14h30 pegamos a PA-275 em direção a Marabá. Essa estrada está ótima, menos as pontes, que são de madeira ou ferro, esburacadas e nada seguras. É uma aventura passar por elas. Passamos por várias cidades, que nos mostram uma outra lógica urbana e cultural diferente das cidades da Belém-Brasilia. São quase três horas passando por Rondon do Pará, Bom Jesus e muitas outras. Chegamos a Marabá ao final do dia, por volta das 18h.
Passamos pela ponte que atravessa o rio Tocantins, com a linha de trem ao centro. A cidade de Marabá daria um estudo de urbanismo pois não há lógica alguma em sua construção. São três cidades em uma: Velha Marabá, Nova Marabá e Cidade Nova. Uma grande cidade, espalhada e fragmentada por uma topografia de partes baixas e altas, alagadiças, que entremeiam as aglomerações urbanas caóticas por falta de infra-estrutura viária, falta de sinalização e falta de organização urbanística. É incrível a incompetência do poder público deste lugar. Ao mesmo tempo, é uma cidade que pulsa, com gente de todos os lugares do Brasil, e forte economia em expansão. Eis as fotos:
Passamos pela ponte que atravessa o rio Tocantins, com a linha de trem ao centro. A cidade de Marabá daria um estudo de urbanismo pois não há lógica alguma em sua construção. São três cidades em uma: Velha Marabá, Nova Marabá e Cidade Nova. Uma grande cidade, espalhada e fragmentada por uma topografia de partes baixas e altas, alagadiças, que entremeiam as aglomerações urbanas caóticas por falta de infra-estrutura viária, falta de sinalização e falta de organização urbanística. É incrível a incompetência do poder público deste lugar. Ao mesmo tempo, é uma cidade que pulsa, com gente de todos os lugares do Brasil, e forte economia em expansão. Eis as fotos:


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