sábado, 12 de setembro de 2009

Começa a 2a Viagem



Saí de Belém às 7h da manhã, rumo a Marabá, onde cheguei por volta das 14h45 depois de 550km rodados. Chegar a casa da Zelza é sempre um bálsamo considerando essa viagem. Não é tanto a distância, embora seja longe, mas a estrada que não conheço tão bem, e que é bem perigosa. Na saída de Belém, uma parada em Ananindeua pra pegar umas encomendas pra Zelza. Como não havia muito trânsito na saída da cidade, às 7h40 já estava pegando a Alça Viária, onde passei pelas pontes que cortam os rios Guamá, Moju e Acará. Parei por volta das 9h na entrada do Moju. A primeira etapa da viagem, que vai até Tailândia, demora umas 3h. Ali parei novamente para abastecer (R$ 80 reais meio tanque) e ir ao banheiro. É um posto da Texaco onde sempre param muitos caminhões . O trecho entre o Moju e Tailândia, q é um município enorme, é de transição geográfica e cultural. A paisagem muda, os costume e hábitos também. A cobertura vegetal paulatinamente dá lugar ao mar de fazendas contiguas, de capim queimado nessa época do ano, entremeadas por uma extensa plantação de palmas de dendê. Depois de Tailândia, vem mais uns 160 km até Jacundá, passando por Goianésia cujo slogan da cidade chega a ser irônico “transformando sonho em realidade” (só se for pesadelo). Começa um planalto com subidas e decidas e a estrada vai piorando muito em buracos e desníveis. Perdi uma calota num deles. O fato é que parei novamente em Jacundá, onde peguei um lanche e vim comendo no carro. O pior trecho da estrada sem dúvida é entre Jacundá e Ipixuna – ninguém merece e confesso que fiquei com pena do meu carro e com medo de algo acontecer. Ao passar Ipixuna, percebo q a estrada melhora e fico feliz pq apenas 40 minutos me separavam de Marabá. Acertei entrar na cidade e vir direto para a casa de minha prima, que fica na Cidade Nova. Agora é descansar para amanhã pegar a parte mais delicada da estrada que liga Marabá a Parauapebas.